Postagem em destaque

Medicina em Revista: HCG Emagrece?

Medicina em Revista: HCG Emagrece?

domingo, 8 de março de 2015

LDN (Low Dose Naltrexona) terapia milagrosa para quase tudo.

A LDN não é apenas uma terapia promissora para muitas doenças debilitantes, incluindo a leucemia. Ela propicia também uma compreensão mais clara sobre como o sistema imunológico funciona.

A naltrexona foi originalmente desenvolvida e adotada no final da década de 1960 ou início da década de 70. É um medicamento que foi criado como antagonista de receptor opiáceo, o que significa que essa droga bloqueia os receptores opiáceos em nosso organismo. Uma droga relacionada, a naloxona, era usada como antídoto muito eficaz para overdoses agudas de heroína ou morfina, freqüentemente revertendo os sintomas de overdose desses tóxicos literalmente em questão de minutos. Lembro-me das muitas vezes, no meus tempos de trabalho no setor de emergência, quando um paciente com toxidez opiácea recebia nalexona e revivia dentro de minutos. A naltrexona, porém, permanece no organismo por um período de tempo mais longo que a naloxona. E ela foi experimentada em pacientes, em uso de longo prazo, como protocolo de desintoxicação para viciados em heroína, nos tempos que antecederam a metadona. Porém, usada em doses de 50 mg por dia, ela não obteve sucesso no tratamento de viciados em heroína.

Ela era tão eficaz no bloqueio dos receptores opiáceos (que são iguais aos receptores endógenos para a endorfina), que os pacientes se sentiam cronicamente horríveis e se recusavam a tomar o remédio. Esse efeito levou à descoberta e elucidação do papel das endorfinas na fisiologia animal.

As endorfinas são substâncias químicas produzidas no nosso organismo (nas glândulas suprarenais e hipófise) que fazem com que a gente se sinta bem. Elas são cópias exatas dos opiáceos exógenos (originados fora do nosso organismo), como codeína, morfina, heroína, etc.

Um neurologista de Nova Iorque, o Dr. Bernard Bihari, que à época estava tratando viciados em heroína com naltrexona, começou a notar que muitos desses viciados (que também tinham Aids) possuíam níveis muito baixos de endorfinas endógenas (produzidas pelo próprio corpo). Ele imaginou que talvez essa fosse a razão primeira que os levava a usar opiáceos. Então foi descoberto, através de centenas de trabalhos de pesquisa, que esses receptores de opiáceos são encontrados por todo o corpo humano, especialmente nas células produzidas pelo nosso sistema imunológico.

Células como os linfócitos, que são células exterminadoras naturais, e outras, estão repletas de receptores de endorfina, e na verdade parecem ser controladas por essa mesma endorfina.

Parecia razoável concluir que a disfunção imunológica que é característica de doenças como Aids, câncer, doenças auto-imunes (lúpus, esclerose múltipla, doença de Crohn, etc), síndrome da fadiga crônica e, possivelmente muitas outras doenças imunologicamente relacionadas, compartilham baixos níveis de endorfina como tema unificador por trás de suas disfunções
imunológicas. Na verdade, pode-se perceber a sabedoria do corpo humano ao associar substâncias químicas que produzem sensação de bem-estar ao âmago funcional do nosso sistema imunológico. Então, sentir-se abatido ou “numa pior” não é meramente um problema psicológico, mas sim um alerta quanto ao seu estado geral de saúde. Algo precisa ser mudado, a fim de que você possa sentir-se melhor.

Através de muita experimentação, o Dr. Bihari conseguiu demonstrar que a mesma naltrexona que bloqueia os receptores de endorfina quando usada em altas doses, em doses muito mais baixas ministradas à noite bloqueia os receptores por apenas uma hora, aproximadamente. O organismo responde a esse bloqueio temporário aumentando extraordinariamente sua síntese de

endorfinas. Assim, o resultado final é níveis de endorfina aumentados geralmente quatro ou cinco vezes, uma restauração da função imune e, em muitos casos, a remissão da doença subjacente do paciente. O Dr. Bihari conseguiu demonstrar isso em inúmeros casos no decorrer de vários anos.Mas somente agora neste ano é que se pode dizer que esse efeito foi comprovado.

Em janeiro de 2007, um estudo foi publicado na revista médica American Journal of Gastroenterology, demonstrando que mais de 67 por cento dos pacientes com o mal de Crohn tiveram uma remissão total, através da LDN e nenhuma outra terapia. De forma semelhante, foi recentemente publicado um caso de câncer pancreático que tinha metastizado para o fígado do paciente, o qual se encontrava vivo e bem quatro anos mais tarde, não sendo detectado nenhum tumor no raio X. As únicas terapias usadas neste caso foram a LDN e suplementação com ácido alfa-lipóico. No site da LDN na internet você pode encontrar inúmeros casos de pacientes com câncer, pacientes com doenças auto-imune, etc, que tiveram semelhantes resultados positivos através da LDN. Vale notar que, em mais de 20 anos de uso, esse medicamento não apresentou nenhuma toxicidade ou efeitos colaterais, exceto uma leve insônia durante a primeira semana de uso. Ele é barato e fácil de encontrar. Na verdade, parece que seu único problema é não ser patenteável, o que significa pouco lucro na sua comercialização.

A naltrexona é um medicamento vendido sob prescrição médica, aprovada para uso em cápsulas de 50 miligramas, para tratamento de curto prazo em overdoses de opiáceos. Há um grande número de farmácias de manipulação que atualmente disponibiliza a naltrexona em doses de 4,5 mg, que é a dose que o Dr, Bihari concluiu ser mais eficaz para aumentar os níveis de endorfinas. A dose usual é 4,5 mg imediatamente antes de deitar-se.

Um comentário:

  1. sou leiga no assunto mais gostaria de saber se o LdN Pode ter o mesmo efeito benefico no tratamento do alcolismo como as doses de 50ml de naltrexona

    ResponderExcluir

Follow by Email